Entenda a diferença entre dor crônica e dor aguda

04/11/2012

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De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 30% da população mundial sofrem com algum tipo de dor crônica. As causas vão desde distúrbios como a neuropatia diabética, que pode atingir o sistema nervoso periférico de pacientes diabéticos, a problemas como a osteoartrose, que é o desgaste da cartilagem entre as articulações. Em todos os casos, a qualidade de vida pode ser gravemente impactada.

— A dor passa a ser uma companheira da pessoa, e muitas vezes a impede de realizar atividades cotidianas, além de interferir em questões orgânicas, há componentes psicológicos que podem ser determinantes no surgimento e na manutenção daquela dor — explica a neurologista Norma Fleming, membro da Sociedade Brasileira Para o Estudo da Dor (SBED).

Um dos desafios do tratamento da dor crônica, segundo a médica, é que a abordagem terapêutica deve ser individualizada.

— Cada paciente percebe a dor de uma forma, ela não é igual para duas pessoas. Um tratamento pode funcionar bem para um paciente, mas não fazer efeito em outro — comenta.

Ao paciente, cabe saber diferenciar a dor crônica, que pode ser a pópria doença a ser tratada, da dor aguda, que é o sintoma de uma doença.

Saiba como diferenciar:

Dor Aguda
— Serve como alerta para o organismo de que algo não está bem. É um sintoma, uma reação.

— Dura um tempo determinado, geralmente menos de três meses, não é contínua ou regular e surge de repente.

— Como é o indicador de diversas doenças, não há tratamento único, é preciso curar a enfermidade que causa dor.

— Exemplos: colisão que deixa o corpo machucado (como bater em uma porta, por exemplo); pedra nos rins; dor forte no peito, que pode indicar um infarto; dificuldade na respiração, que pode ser causado por uma pneumonia.

Dor Crônica
— Pode ser sintoma de doenças existentes ou não ter qualquer causa demonstrável em exames, sendo, portanto, a própria doença.

— É mais duradoura, pode ser contínua, ter períodos regulares ou crises intermitentes, com duração superior a três meses.

— Além de medicação prescrita por médico, geralmente com analgésicos, é comum necessitar de antidepressivos, pois a dor atinge o lado psicológico do paciente, já que o imobiliza ou afeta o cotidiano. É preciso um tratamento não apenas com remédios, mas com uma equipe multidisciplinar que estude as causas físicas e psicológicas da dor.

— Exemplos: dor na coluna, lombar, alguns tipo de dor de cabeça (enxaqueca), dor do câncer, do nervo ciático, entre outros.


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