Tratamento da Migrânea (Enxaqueca)

03/06/2012

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Tratamento da Migrânea (Enxaqueca)
Prof Dr Jose G Speciali

O paciente com sintomas de migrânea deve ser encaminhado ao neurologista cefaliatra para avaliação e tratamento. O tratamento da migrânea pode ser dividido em medidas farmacológicas e não farmacológicas.
O tratamento farmacológico pode ser abortivo/sintomático ou profilático. Pacientes que experimentam crises freqüentes, debilitantes e de forte intensidade podem necessitar de ambas abordagens. A escolha do tratamento recai então sobre a freqüência e intensidade das crises e comorbidades apresentadas pelo paciente. Crises infreqüentes podem ser tratadas com medicações abortivas e ataques mais freqüentes com medicações profiláticas.
Se o paciente tem sintomas premonitórios e/ou aura, o tratamento da crise pode ser feito nessas fases, com o que se procura evitar as fases seguintes, de dor e sintomas autonômicos, que são as mais incapacitantes. Nestas fases da crise pode-se orientar para a ingestão, por via oral, de um antiemético e um antiinflamatório não-esteroidal de ação prolongada.
Medicamentos abortivos utilizados incluem triptanos (agonistas seratoninérgicos), analgésicos, antinflamatórios não esteroidais, antieméticos e ergotamínicos, entre outros. Medicamentos profiláticos incluem beta bloqueadores, bloqueadores de canais de cálcio, antiserotonínicos, antidepressivos tricíclicos e antiepilépticos.
Recentemente há o desenvolvimento de um antagonista do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), importante na fisiopatologia da migrânea. Esta medicação promove o bloqueio do CGRP e consequentemente redução da vasodilatação das artérias nas meninges, redução dos impulsos nociceptivos e com isso alívio da dor.
As medidas não farmacológicas abrangem técnicas de biofeedback, relaxamento, acupuntura e intervenções comportamentais. Os pacientes devem ser aconselhados a identificar os possíveis fatores de desencadeamento das crises e evitá-los. Estes fatores podem ser ambientais como luzes e sons intensos, alergia, mudança de pressão atmosférica; comportamentais como pular refeições ou comer demais, dormir pouco ou muito; ou relacionados à alimentação como queijos, chocolates, alimentos com aspartame, glutamato monossódico ou nitrato.
O paciente deve ser orientado a realizar um diário de dor para que estes fatores sejam identificados.
A identificação de também possíveis fatores de risco para a progressão da migrânea é importante como já citado e intervenção deve ser realizada sempre que possível.


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